sábado, 30 de abril de 2011

Como entender este tanto de abandono de crianças?

Gente, estou perplexa com as inúmeras notícias sobre abandono de bebês!
Penso muito tentando entender, mas realmente não tem uma explicação que me deixe 
um pouco menos revoltada!


Entre decidir ter um filho e engravidar, passei por um processo de dúvidas, sempre me questionei se teria condições financeiras, se meu esposo seria um pai, se era o nosso momento, se teriamos sabedoria para uma boa educação, enfim foi uma decisão muito bem pensada, construída e aceita. E tudo isso me fez aceitar as mudanças (físicas, psicológicas e financeiras), curtir cada fase e amar muito aquele ser que estava em meu ventre. Eu curti cada segundo na minha gravidez!

Entendo que nem todas mulheres passam por isso, muitas abreviam suas histórias e engravidam sem pensar por vários motivos. Aí é um passo para um filho não esperado e querido. Sei das diferenças sociais de nossa sociedade, sei das diferenças culturais e educacionais. Sim, não estou alheia a tudo. O que não consigo compreender, e confesso que já tentei por inúmeras vezes, o que leva alguém a preferir abandonar do que entregar um filho para adoção. Por que descartar esse pequeno ser como um objeto que não se quer mais e impor o risco da morte? 

Todas essas notícias me fazem chorar muito e tenho certeza que magoam  muita gente que tem um coração.Olho para minha filha e vejo em seus olhos toda sua inocência e incapacidade de se virar sozinha. Todos sabem que é trabalhoso cuidar de uma criança, mas nada nesse mundo justifica rejeitá-la tal forma que coloque sua vida em risco.

E essas crianças já nascem rejeitadas, e sabemos o quanto isso dói. O que nos consola é que há inúmeras famílias que anseiam por um filho e qualquer uma dessas fariam um lar feliz. Que poderiam dar a elas carinho, afeto, aconchego e proporcionando assim a essas crianças um patrimônio afetivo para toda a vida. Então por que escolher proporcionar felicidade?

Talvez vergonha da família, dos vizinhos, talvez. Talvez por que nessa pessoa não nasceu o sentimento gostoso de acalentar e proteger que toda mãe tem. Talvez porque o processo de adoção não é de conhecimento de todos e muitos não sabem que essa é uma escolha sem grandes questionamentos para quem o faz. Porém, muito mais vergonhoso é ser apontada na rua e nos meios de comunicação como desumana, monstro ou qualquer adjetivo ruim.

Julgam a imprensa por noticiários ruins, em muitas eu concordo, mas neste caso, tem que ser dito sim, para que assim, quem sabe chega o esclarecimento a estas mulheres sem coração!

 

terça-feira, 12 de abril de 2011

Era mesmo uma questão de... promessa!

Semana passada viajei a trabalho e o Clayton (segunda-feira) ficou com dó de levá-la a escola, cheguei a noite e a mais nova dela era que estava de promessa de não ir a escola... risos... afinal sempre me escuta dizer que não tomo refrigerante e não como chocolate porque fiz promessa, daí a razão da promessa dela.
Conversei muito com ela sobre as principais razões de ir a escola, sobre o que era promessa e que na terça-feira ela iria a escola SIM. No caminho foi uma choradeira e mais uma vez a deixei chorando, só ficou um pouquinho mais calma porque "prometi" que no intervalo para lanche a Pro Carol iria me ligar e eu falaria com ela, assim foi feito e a Dani a pegou no final de aula feliz da vida!
No outro dia ainda no caminho ela me disse que queria fazer uma "promessa" e que iria cumprir... que não ia mais chorar para ir a escola... que ia me deixar feliz!
Gente, acreditem! Minha filha é uma mocinha linda demais... NUNCA mais ela chorou e agora AMA ir a escola! Ufa! Como é bom ter uma filha que não chora para ficar na escola! Risos

sexta-feira, 25 de março de 2011

Ela estava adaptada, mas agora regrediu !

Como no último post, começaram as aulas da Valentina e até que tudo ia bem, acordava animada e feliz para ir à escola. Antes do carnaval pegou uma infecção de garganta novamente, faltou uns dias de aula e quando voltou... trocaram a professora! Não pensei que isso me traria tanto transtorno, afinal a primeira impressão da nova Pro não era tão ruim, mesmo achando ela mais firme ou dura talvez.
1º dia tudo bem, ou melhor, primeira semana... mas depois?
Tudo começou quando fui fazer o aniversário dela na escolinha, eles foram para Bliblioteca e fiquei na salinha decorando com uns balões e preparando a festinha, passou um tempo a Pro veio me avisar que a Valentina chorava muito, que seus olhos estavam muito vermelhos e se ela poderia trazê-la para ficar comigo. Preocupada eu disse que sim e ela foi pegá-la. De repente vem as duas de mãos dadas em nossa direção, Valentina ainda chorando e muito emocionada, um choro muito sofrido mesmo. Tentei acalmá-la e logo era só sorrisos.
A festinha foi uma gracinha, as crianças adoraram!
No outro dia quando chegamos na escola, Valentina já começou a chorar e não quiz ficar por nada, chega tremia e grudava em mim de uma tal forma que desesperei e levei-a para casa da minha Mãe, onde ela passou o dia tranquila e feliz.
Tentei conversar de todas as formas e ela não dizia o porque de não querer ficar na escola. Minha cabeça ficou a mil. Até que uma amiga me ajudou com uma dicas para tentar arrancar dela a verdade, e com muito custo o Clayton conseguiu que ela falasse que a Pro tinha gritado com ela... ai, gente! Uma noite sem dormir e as 5:30h da manhã eu já estava no banho com mil coisas na cabeça... enfim fomos para escola e ela novamente começou a chorar e não queria ficar. Fomos conversar com a psicóloga e a mesma me orientou conversar com a Pro, e assim fiz, falei para ela o que a Valentina tinha dito e ela disse não ser verdade, que jamais faria tal coisa. Será que uma criança de 3 anos inventaria isso? Que raiva! Minha vontade era de sair dali e nunca mais voltar, mas em nome da boa civilização, vamos tentar resolver. A Pro se prontificou a conquistar a Valentina porque acredita que ela está é sentindo falta da Pro anterior que usava um método diferente do dela, que diminuiria seu tom de voz e que seria mais atenciosa. Noto que ela se esforça bastante, mas como o choro continua, fui falar com a Cordenadora, que me ouviu o tempo todo e depois veio com sua análise psicológica. Ela acredita que a Valentina está entre as crianças que se adaptam muito bem no início e que quando notam que vira uma rotina ir a escola todos os dias, começam a não querer ir, mas que iria conversar com a Pro e orientá-la para tratar o caso da Valentina... ahhhh e detalhe, não é só ela que chora, outras crianças que não choravam agora choram também e as outras Mãezinhas também estão preocupadas!
Assim, foi toda a semana e minha cabeça continua a mil.
Uma vez a confiança quebrada é muito difícil restabelece-la! Me pergunto o dia e noite... O que acontece? Troco de escola? Como resolvo? Insisto? Desisto?...
Não acredito que a Pro maltrate as crianças não, acredito é que ela é inexperiente e dura, muito firme para falar e impor e que não seria a "apropriada" para uma sala de maternal.
Me resta muitas conversas com Coordenação, Direção, Psicólogas...

Enfim, quando pensamos que passaram os "problemas" aparecem outros!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Enfim... o tão esperado 1º dia de aula!

Reparando tudo!

Muito mais tranquilo do que imaginei. Ela chegou um pouco desconfiada, insegura, 
fez uns "beicinhos", mas logo se ambientou e AMOU a escolinha!
Eu que tive que sair as pressas para não fazê-la pagar o mico de me verem chorando, 
afinal não tinha nenhuma Mãe aos prantos.

Logo colocou o amiguinho para fazer um café!

Não tem como não emocionar. Quantas vezes me peguei em meio das minha inseguranças, imaginando este dia. Onde, quando e como seria? 
E hoje vendo isso acontecer passou um filme em minha cabeça. 
Agradeço muito à Deus por viver tudo aquilo que sonhei e esperei, Ele não nos desampara nunca 
e sempre reserva maravilhas em nossa vida. 
Apenas confie!

Minha Valente Valentina!

Obrigada à todos aqueles que nos desejaram sorte!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Com coração nas mãos!


Amanhã é o 1º dia de aula da Valentina!

Por mais que eu saiba o bem que irá fazer à ela, não deixo de entrar no clima de dúvidas e receios, afinal será a primeira vez em que ficará sem a presença de alguém da família. 
Será que irão entender o que ela fala?
E se alguma criança bater ou morder nela?
Irão trocá-la direitinho? ... Aff!
Melhor não pensar!

Procurei na internet uma ajudinha e irei postá-la para que possa ajudar outras Mamães que assim como eu estão com 
o coração nas mãos!


Dicas que poderão auxiliar os pais em mais esta etapa do crescimento dos filhos:
• A criança deve ser incentivada a ir à escola. A família deve falar deste assunto com animação
• Devem ser evitadas longas explicações que possam gerar insegurança ou desconfiança
• É fundamental levar a criança para conhecer a escola antecipadamente e deixá-la se ambientar durante algum tempo, à vontade
• É preciso tomar cuidado com as mensagens contraditórias como, por exemplo, oferecer recompensas pela ida à escola, tratá-lo como "coitadinho" por estar tendo que acordar cedo para ir à escola
• Os pais precisam conseguir um tempo flexível para ficar na escola durante o processo, de acordo com a orientação da coordenação pedagógica. Havendo revezamento entre os pais, ou se precisarem contar com a ajuda de outra pessoa, ela deve ser muito familiar à criança e deverá estar a par das orientações da escola quanto ao período de adaptação
• Será preciso que compreendam que o choro na hora da separação é muito comum e que ele não significa necessariamente que a criança não queira ficar na escola
• Da mesma forma, a ausência de choro muitas vezes também não quer dizer que ela não esteja sentindo a separação. (Viu Luciana?)
• Evitar comentários sobre as atitudes da criança na sua frente
• A criança deve ser levada caminhando e desta forma ser entregue à professora. É sempre mais difícil sair do colo de alguém conhecido
• Mais adiante, será preciso incentivar a criança a ficar , dizer sinceramente que estão indo embora e explicar quem virá buscá-la. Desta forma, ela vai conseguindo ganhar confiança de que voltará normalmente para casa
• É preciso que procurem ser carinhosos, mas firmes, sem demonstrar dúvidas sobre se ela vai ficar bem
(Viu Luciana?)
• Os pais devem despedir-se naturalmente (e não chorando, viu Luciana?) e nunca sair escondidos. A criança fica muito desconfiada e insegura com esta atitude
• É muito importante, ainda, que os pais se lembrem de que cada criança é única e que cada período de adaptação será também único e individual. Evite fazer comparações entre a adaptação de coleguinhas ou irmãos
• Em casa, organizar a rotina de forma que a criança não se sinta apressada para sair para a escola, tirando-lhe parte de seu prazer
• Incentivá-la a organizar um espaço para guardar os pertences da escola, assim como uniformes e merendeiras
• Organizar um espaço de estudo tranquilo e individual
• Combinar um horário de estudo com a criança (quando houver)
• Dar atenção aos deveres de casa de um filho é muito importante. Desta forma, os pais saberão o que a criança está aprendendo e terão mais uma oportunidade de troca com ela
• Será muito útil perguntar as novidades na volta da escola, ajudando a fixar os aprendizados e as novas descobertas
• Quando a criança levar lanche, incentivá-la a ajudar a preparar seu lanche ou a escolher entre algumas poucas opções.


Com o coração um pouco menos apertado, desejo que não só o 
1ª dia de aula da Valentina, mas o de todas as crianças,
seja abençoado, encantador e
 sem choros... kkkkkkkkkkkk

domingo, 30 de janeiro de 2011

Primeira vez no cinema!

Um passeio de domingo em família diferente, pelo menos para Valentina!

Faz tempo que queríamos levá-la ao cinema, mas sempre ficamos com receio se seria uma boa 
idéia devido a ela ter somente dois anos e dez meses. Afinal, qual a idade ideal? 
Só sei que fomos ver o novo filme da Disney, Enrolados.
Um jeitinho moderno de contar a vidinha da Rapunzel!

Igual a uma chinezinha com este sorriso!
Prontos para assistir:


Valentina ficou encantada com o tamanho do cabelo da Rapunzel. Se comportou muitíssimo bem e assistiu o filme todo super concentrada, só em uma cena, já quase no final, em que ela saiu do meu colo e disse: 
Peraí, gente! Peraí, que vô batê nesta buxa e vô salvá a Rapunzel! (E saiu em direção a telona)
Caímos na risada e a coloquei no colo novamente!

Como é linda a pureza e a inocência das crianças!

Enfim, filme super indicado, até nós pais nos divertimos!
Final feliz para Rapunzel e para nosso passeio em família!



sábado, 29 de janeiro de 2011

Dica legal!

Falando em escolinha, uma dica super especial!

Para evitar constrangimentos de ter os uniformes ou roupinhas do seu filho trocados na escola, existe um site que faz umas etiquetas permanentes bem bacanas e fáceis de se aplicar com o nome do seu filho.

Entrem e façam seu pedido, em até três dias seu pedido está em casa.



Recebi ótimas recomendações e já fiz o meu pedido! Espero que gostem!